Uma mais-valia na construção de um mundo melhor


 

Os meios de comunicação social, graças à sua vertiginosa evolução tecnológica e às extraordinárias potencialidades de que dispõem, têm uma acrescida responsabilidade no relevante papel que desempenham na vida das pessoas e das sociedades.

A humanidade encontra-se numa encruzilhada entre o bem e o mal, a força do progresso é ambígua e abre possibilidades nunca imaginadas. Naturalmente também a comunicação social se encontra sobre este vulcão, pelo que urge não abandonar os ideais nobres que sempre a tem movido.

Será sua primordial função permanecer ao serviço da pessoa humana e do bem comum na circulação de notícias e difusão de saberes que se projectem na formação ética do homem, num maior e mais frutuoso diálogo entre povos e nações e no avanço da democracia com ideais de solidariedade e de justiça social.

Estando em jogo e em perigo o bem do ser humano, é bom recordar que nem tudo aquilo que é tecnicamente possível é eticamente praticável, pelo que existe uma responsabilidade acrescida, nesta época de globalização e crescente necessidade de salvaguardar o direito de ter acesso à verdade, ao bem e à harmonia entre todos os povos.

Confrontados que somos com a hecatombe ética que desmoronou a família, a escola e a sociedade em geral, será altura de apelar à responsabilidade que a todos nos assiste na exigência duma cada vez maior qualidade de informação, educação e distracção, as três vias fundamentais em que os media devem actuar.

Defender ciosamente a liberdade e a dignidade é um imperativo ético que urge exigir e a comunicação social é, por excelência, o veículo apropriado para tal graças ao forte impacto que têm sobre a nossa vida e a força sugestionável de que são portadores.

Comunicadores corajosos e profissionais apaixonados pela verdade, interpretes e transmissores das exigências culturais contemporâneas, serão uma mais-valia para a construção do mundo maior e melhor que todos ambicionamos.

Maria Susana Mexia