O mundo está a mudar

 

 

A globalização quebrou barreiras alfandegárias, permitindo a livre circulação de pessoas e bens de uma forma nunca vista na cultura ocidental.

A Europa está a sentir enormes transformações com as várias comunidades de emigrantes que não se sentem verdadeiramente integradas no espaço europeu. Exemplo disso são as manifestações dos emigrantes em França e a contestação dos muçulmanos radicais aos cartoons sobre Maomé.

É por demais evidente o choque de culturas entre os ocidentais e os povos que estão a entrar no velho continente europeu.

Na verdade a  Europa é porta de entrada para 560 mil imigrantes ilegais todos os anos.  Actualmente, vivem 56 milhões de estrangeiros no continente europeu, o que representa 7,7% da sua população, num total de 200 milhões no mundo, incluindo 9,2 milhões de refugiados.

Os países europeus atraem o maior número de imigrantes (28%), seguindo-se os Estados Unidos, com 35 milhões de estrangeiros (20%).

No entanto, a imigração tem enorme importância  para o impacto demográfico dos países desenvolvidos, sem os imigrantes a população na Europa tinha sofrido um decréscimo enorme.

A imigração na era global tem sido um contributo para a economia mundial segundos dados do Banco Mundial que realçam os 200 biliões de euros gerados pelas remessas das migrações.

Em Portugal, é bem visível a importância dos imigrantes na economia nacional, nestes últimos dez anos obras como a Expo, a Ponte Vasco da Gama, assim como centenas de quilómetros de auto-estradas, os estádios para o Euro/2004, só foram possíveis graças à  mão-de-obra dos imigrantes.

Perante a dificuldade de lidar com os excessos da imigração à escala global coloca-se a questão de a sociedade ocidental, enquanto a conhecemos, estar a desaparecer.  Parece-me que estrutura da cultura ocidental é bastante mais coesa do que aquilo que querem fazer passar através da comunicação social e dos opinion makers. Os valores humanistas da cultura cristã estão bem patentes na organização da civilização ocidental, são estes princípios que vão continuar a ser o garante de uma cultura que necessita urgentemente de ser repensada entre todos os sectores da sociedade.

 

 

Marta Roque

Licenciada em Comunicação Social

Marta.rock@gmail.com