AS INFOAMEAÇAS

 

 

A atitude de não ver TV um dia por ano representa, claramente, uma postura de rejeição de um certo tipo de programas que, infelizmente, constituem grande parte da “grelha” das estações de TV, pese embora todas as regulações legais já instituídas.

É uma “atitude” mas, naturalmente, muito limitada no tempo e nas consequências. Assim, preocupa-nos muito mais a potencial periculosidade diária não só dos programas da TV mas, e principalmente, dos contactos possíveis através da Internet e, até, dos telemóveis.

Esta periculosidade é, obviamente, maior quanto menor for a idade das crianças e jovens que têm acesso a esses meios que hoje estão difundidos e são utilizados desde tenra idade.

Tal facto, aliás, é fomentado pelo conceito actual de desenvolvimento tecnológico e sua extensão a todos os cidadãos, o que sendo extremamente positivo em muitos aspectos, cria, igualmente, perigos potenciais por vezes esquecidos.

Há ainda que referir que, estando os Pais permanentemente preocupados com os perigos a que os seus Filhos estão sujeitos fora de casa, descansam, por vezes excessivamente, quando os vêem em casa “conversando” pela Internet ou enviando e recebendo SMS.

Neste contexto, infelizmente absolutamente real, só há uma forma de obviar a males que possam surgir e que é a permanente orientação dos Pais e Educadores, no sentido de uma utilização adequada daqueles meios. A simples colocação dos aparelhos (de TV e  computadores) em espaços comuns, evitando a privacidade dos quartos, é já um passo importante no sentido desejado.

Julga-se pois que, além de um dia sem ver TV, todos os dias devem ser de orientação e apoio dos mais jovens, por parte dos Pais e Educadores, na utilização dos meios de comunicação disponíveis.

Não devendo ser infoexcluidos não deveremos aceitar, pois, ser infoameaçados.

 

 

Manuel R. C.