As “fontes” que geram notícias


 

 

 

Algo de muito grave se está a passar com as notícias que vem a lume, quer nos jornais, quer nos Telejornais dos diferentes canais.

 

Suponho que os jornalistas, quando fornecem ao grande público uma notícia devem ter o cuidado de se informarem se a “fonte” tem credibilidade ou não. Se tem podem, em boa consciência avançar com o seu trabalho; se não tem, das duas uma: ou procuram esclarecer-se noutra “fonte” a ver se não há contradição ou então não escrever nada sobre o assunto. Escrever um artigo só pelo “diz-se, diz-se” não é sensato e pode causar muitos danos irreparáveis – é como dar um tiro no escuro sem saber se está lá alguém que possa ser atingido mortalmente.

 

Com as notícias provenientes de “fontes” não fidedignas acontece que o tal tiro não mata o corpo, mas pode matar o bom nome e a fama das pessoas envolvidas na notícia.

 

E depois de manchar o bom nome ou na fama de uma pessoa, não há retrocesso. E porquê? Porque geralmente os visados ou são pessoas públicas ou empresas conhecidas.

 

Concretizo com dois casos mediáticos. O que se passa com os administradores de um conhecido banco privado e o que se passa com duas editoras livreiras de renome no mercado.

 

Mesmo que se venha a concluir, com seriedade, que tudo está dentro da lei, haverá sempre quem afirme: “o dinheiro compra tudo”. Ora nem sempre é verdade, mas se fosse eu tinha de retirar a palavra “seriedade”.

 

E assim, pela leviandade com que se propagam notícias sem haver certezas, se mancha o bom nome de pessoas ou de empresas.

 

Senhores jornalistas, antes de escrever uma notícia sensacional (porque vai ser um escândalo!), contem até 20. E depois, se tem a certeza daquilo que vai escrever, avance porque o público gosta, quer e tem direito a ser informado. Se depois de contar até 20, tem dúvidas, aguarde pelo desenrolar dos acontecimentos para depois informar e não entrar na bola de neve dos desmentidos e recurso aos Tribunais por parte dos visados que assim procuram limpar o seu bom nome.

 

 

                                                                            Maria Fernanda Barroca