A polícia espanhola recomenda que se retire o PC do quarto das crianças

 

Muito do conteúdo da Internet, embora não sendo delituoso, torna-se muito nocivo para os menores

14-03-2007

Celebrou-se recentemente em Valência (Espanha) o “Congresso Internacional Infância e Violência”, organizado pelo Centro Reina Sofía para el estudio de la Violencia. Foram convidados peritos de mais de 27 países para abordar os grandes problemas que afectam a infância, como o tráfico de crianças, o trabalho infantil, a prostituição infantil, a incorporação militar de menores, os assassinos infantis e as crianças da rua ou sujeitas a violência doméstica.

No grupo de intervenções sobre os riscos da Internet, Enrique Rodríguez, chefe da Secção I da Brigada de Información Tecnológica de la Policía Nacional, recomendou aos pais que retirem os computadores dos quartos dos filhos para poderem exercer maior controlo sobre as ligações que fazem. Advertiu que têm aparecido na Internet conteúdos que, sem constituírem delito, são muito perigosos para os menores. Referiu-se, por exemplo, a sites onde se fornece toda a espécie de ideias sobre anorexia, bulimia, racismo, xenofobia e outras formas de violência.

"Temos detectado que muitos menores com computador no quarto podem ocultar quase completamente as ligações que realizam” – disse. “Alguns pedófilos com quem os menores entram em contacto podem, inclusivamente, indicar-lhes formas de iludir a vigilância dos pais. O computador deve por isso estar à vista dos pais para estes poderem controlar melhor as ligações dos filhos" ("El Periódico", 3-03-2007).

Quanto à pornografia, Rodríguez assinalou que a Internet tem sido utilizada pelos pedófilos para lhes facilitar a distribuição do material pornográfico infantil que têm em seu poder. Em contrapartida, esclareceu que a net também permitiu à Polícia conhecer de maneira directa o comportamento criminal de pedófilos que, até há muito pouco tempo, passavam despercebidos. Graças a isso, a Brigada de Informação Tecnológica conseguiu desactivar numerosas redes de comunicação e intercâmbio de pornografia infantil.

Fonte - ACEPRENSA