IV Ano – Nº 2 Março 2011


NOTÍCIAS


DE LISBOA:

 

 

  • Reuniu-se no dia 17 de Dezembro de 2010, o Conselho Nacional de Consumo, onde a ACMedia é representada pelo Dr. António Gaspar, que reiterou a inteira disponibilidade da Direcção desta Associação para reforçar o relacionamento com as demais Associações de Consumidores, a Secretaria de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, e a Direcção Geral do Consumidor, desejando por este meio, estabelecer, de futuro, uma maior aproximação e maior diálogo, de forma a que haja uma contribuição real e construtiva nas políticas de consumo a seguir.


  • No dia 20 de Janeiro realizou-se a primeira reunião do ano de 2011, do Conselho Consultivo da ERC, para analisar o Relatório e Contas do exercício de 2009. A ACMedia esteve representada pela Dra. Maria Luiza Vaz Pinto.
    Da análise do Relatório (que se encontra na Internet no “site” da ERC) destacamos pelo seu interesse, o estudo encomendado à Universidade do Minho sobre A Educação Para os Media em Portugal – Experiências, Actores e Contextos, que será apresentado ao público durante este ano.


  • O Clube de Professores da E.S. Rainha Dona Leonor convidou a ACMedia para realizar uma palestra sobre a Literacia para os Media, que decorreu no passado dia 19 de Janeiro. Além de professoras estiveram presentes alguns alunos que participaram activamente na análise de casos apresentados.

 

DE COIMBRA:

  

  • A Delegação de Coimbra está a lançar um trabalho de análise crítica feita pelos associados da sua área de actuação, de alguns programas televisivos, previamente seleccionados.

 

DO PORTO:

 

  • A Delegação do Porto participou na organização de um ciclo de conferências cujos temas se relacionam directa e indirectamente com os Media, através da indicação de conferencistas para  temas que têm preocupado a  ACMedia.
    Foi convidada a Dra Maria Luiza Vaz Pinto para falar sobre “As mensagens implícitas na Publicidade”. Esta conferência vai-se realizar no dia 21 de Maio.
    A primeira conferência deste ciclo realizou-se em Janeiro, subordinada ao título “Filho, atenção ao atravessar a Internet” e foi conferencista a Engª Graça Carvalho.

 




URGENTE

Lembramos aos nossos associados a necessidade da regularização das quotas em atraso, que pode ser feita por transferência bancária para o NIB

0010 0000 7167 4390 0017 0

 



No dia 8 do passado mês de Fevereiro comemorou-se o “Dia da Internet Segura”.

É um tema que a ACMedia tem vindo a tratar ao longo dos anos, que faz parte do seu projecto “Educar para os Media” e temos procurado, nas palestras feitas nas Escolas, no âmbito deste projecto, chamar a atenção para as grandes potencialidades e os enormes perigos da Internet, se utilizada inconscientemente.

Nesta área tem-se destacado, pelo trabalho desenvolvido, Tito de Morais, autor de uma Newsletter MiudosSegurosNa.Net, de cujo um dos números transcrevemos um excerto de um artigo muito interessante e actual sobre Redes Sociais.

 

Redes Sociais: Diferenças Entre o Real e Virtual

Por Tito de Morais

Recentemente li uma entrevista com uma investigadora que poderá ajudar-nos a sensibilizar crianças e jovens para os riscos associados à sua exposição online. Danah Boyd, investigadora da Universidade da Califórnia, tem focado a sua investigação na forma como os jovens se envolvem em sites de redes sociais tais como o MySpace, o LiveJournal, o Xanga e o YouTube.

Numa entrevista recente, quando questionada sobre as diferenças entre as redes sociais online e offline, adiantou que as diferenças assentam fundamentalmente em quatro aspectos que diferenciam as redes sociais virtuais das reais. Segundo Danah, esses quatro aspectos são estruturantes nas redes sociais virtuais e geralmente não fazem parte das suas congéneres reais:

 

"Persistência" - Aquilo que dizemos, fazemos ou colocamos online, tem a tendência de ficar registado para a posteridade. Para sempre. Quer se queira, quer não.

 

"Pesquisabilidade" - A partir do momento em que essa informação fica registada online, qualquer pessoa - bem ou mal intencionada - poderá encontrar e aceder a ela. Seja amanhã ou daqui a uma ou mais décadas.

 

"Replicabilidade" - A replicabilidade da informação significa que aquilo que dizemos e que os outros dizem online, numa conversa entre amigos, os comentários que se fazem num blog ou as fotos que se colocam num site de uma rede social, a partir do momento que estão online, deixam de estar sobre o nosso controlo. Essa informação, uma vez encontrada, qualquer pessoa a pode usar e disseminar através da Internet. E em contextos que podem ser completamente diferentes daquele em que a informação foi originalmente colocada online. E pode fazê-lo de diversas formas. Seja em mensagens de correio electrónico, mensagens instantâneas, perfis diversos, páginas de blogs (áudio, foto e vídeo), redes sociais e de partilha de ficheiros, etc. Este aspecto, aliado à persistência da informação acima referida, tem dado origem a inúmeros casos preocupantes ao nível da segurança e do bem estar de crianças, jovens e até de adultos.

 

"Audiências Invisíveis" - Na rua, num centro comercial, num jardim, num café, etc. - aquilo a que Danah Boyd chama ambientes não mediados - podemos sempre olhar à nossa volta para termos uma ideia sobre quem poderá ver ou ouvir o que vamos fazer ou dizer. Em função disso podemos sempre ajustar o que vamos dizer ou fazer. Por exemplo, falar com um volume de voz mais baixo para que outros não nos oiçam ou fazer algo mais discretamente para que outros não se apercebam do que vamos fazer.

Resumindo, compreendemos o contexto do local em que nos encontramos e as reacções previsíveis das pessoas que aí se encontram, tomamos uma decisão sobre o que é ou não é apropriado dizer. Todavia, num site, num fórum, num blog, num photoblog ou num site de uma das muitas redes sociais existentes - ambientes mediados, na terminologia de Boyd - não temos forma de proceder da mesma forma. Não temos forma de saber quem nos poderá ver ou ouvir. Nunca sabemos com quem estamos a partilhar a informação. Mesmo que o façamos através de uma página privada, nunca sabemos de facto o que outros poderão fazer. Não apenas hoje, mas amanhã ou daqui a 10 anos. Não só porque não sabemos quem nos poderá estar a ver e ouvir no momento, mas também no futuro, o que está intimamente relacionado com os outros dois conceitos referidos apresentados pela investigadora: persistência e pesquisabilidade. Explicar estas diferenças e particularidades a crianças e jovens parece-me da maior importância no sentido de promover a sua segurança online.

 

(Transcrição parcial do artigo “Redes Sociais: Diferenças Entre o Real e Virtual” da autoria de Tito Morais in Newsletter MiudosSegurosNa.Net)


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