JANEIRO 2010

A ACMedia deseja aos seus Associados

Um Ano de 2010 cheio de PAZ




A ACMEDIA NO PARLAMENTO DE VARSÓVIA

A convite do Open Society Institute o Presidente da ACMedia integrou a lista de conferencistas convidados para participar no passado dia 23 de Janeiro na Conferência Internacional realizada no Parlamento Polaco sobre o futuro do Serviço Público dos Media no actual enquadramento politico, técnico, social e jurídico que vigora na Europa.
Considerando que os media electrónicos têm um significado preponderante na liberdade de expressão e no direito à informação, os organizadores desta Conferência Internacional convidaram um conjunto de especialistas de variados quadrantes que incluía políticos, académicos, membros do Parlamento, do Conselho, da Comissão Europeia, ONG’s, etc.
Antecedendo o que irá acontecer na Polónia quando da transposição para a jurisdição nacional da Directiva AVMS, os organizadores preocuparam-se principalmente em aferir elementos chave considerados determinantes e que consubstanciavam o titulo do evento: «Future or Funeral?».
A sustentabilidade futura do Serviço Público dos Media foi assim objecto de interessantes e úteis intervenções dos conferencistas convidados que englobaram temas como “Governance”; “Tipos de Financiamento”; “Enquadramentos Institucionais”; “Participação da Sociedade Civil”; “Independência”.
Com base nas experiências pessoais colhidas no desempenho das diferentes funções e atribuições em
diversos países, os intervenientes sugeriram caminhos na consolidação da democracia e na defesa dos direitos legítimos e da independência necessária para a prática da cidadania na Polónia no envolvimento com os novos media e com os novos protagonistas.
Em fase complementar à Conferência foi atribuída à ACMedia uma participação adicional no sentido de incentivar a constituição de uma associação de consumidores e motivar para o efeito um grupo de individualidades da sociedade civil polaca.


NOTA:
O texto da comunicação do Presidente da ACMedia "Public Service Broadcasting:“Future or Funeral?”pode ser lido aqui

A listagem dos conferencistas está em www.acmedia.pt/documentacao/biographies.htm

VIOLÊNCIA


Um dos temas que tem vindo, de forma crescente, a ocupar a atenção da ACMedia é o da violência, especialmente a que é veiculada pelos diversos meios de comunicação social.

Assim, dentro do seu campo de actividade, a nossa Associação tem procurado conhecer e divulgar os estudos, seminários e conferências que têm tratado deste tema e que podem ser consultados em www.acmedia.pt / Documentação.

Em 2009, a ACMedia participou, entre outros, no seminário Bullying II – A violência doméstica, escolar e na Sociedade, organizado pela Pró Dignitate que decorreu em 23 e 24 de Junho, e na Conferência Nacional do programa europeu EU KIDS ONLINE sobre as crianças e os jovens e a Internet, realizada em 3 de Julho, que focou as oportunidades e os riscos no uso da Internet, violência e videojogos.

Acresce informar que a responsável em Portugal por este projecto é a Professora Cristina Ponte da Universidade Nova e membro do Fórum Internacional das Universidades constituído pela ACMedia.



Artigo de opinião



AINDA A VIOLÊNCIA NA TELEVISÃO


Há dias, ao fazer o habitual “zapping” aos canais de televisão de que disponho na TV, reparei que, em praticamente todos os que transmitiam filmes ou séries, a violência estava presente.

Num havia tiros, no seguinte explosões, num terceiro gritos e murros e assim sucessivamente. Todos sabemos que a vida comum tem violência, tristeza, infelicidade. Mas também sabemos que tem momentos felizes, agradáveis, gratificantes e dignificantes da vida humana.

O problema é que os primeiros estão explorados até à exaustão pela TV, pelo cinema e, até, pelo teatro e os segundos parecem não merecer o interesse dos produtores de entretenimento.

Devo dizer que há muito tempo que, particularmente a TV não me arranca um sorriso e muito menos uma gargalhada, com excepção dos filmes portugueses dos anos 40 do século passado, a que continuamos a achar graça, embora já os conheçamos de cor!

Na realidade, é muito difícil encontrar em tão vasta programação, uma comédia, uma farsa ou um musical que possamos apreciar placidamente e sem choques emocionais como, julgo, deve ser próprio de produtos de entretenimento. De notar que mesmo nos programas infantis também aparecem séries em que a violência “explosiva” também é lugar comum.

Sabendo nós que a violência faz parte da vida, apelamos aos produtores de séries e filmes para que deixem aos noticiários a transmissão dessa violência, seja ela humana ou da natureza, e reconduzam as séries e filmes à sua função de entretenimento e, porque não dizê-lo, de esbatimento, dentro de nós, da violência que a vida corrente não permite evitar.

RIO CARVALHO   


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