PREVENIR HOJE PARA NÃO LAMENTAR AMANHÃ

 

 

Que alternativas são criadas pela família para diminuir o tempo excessivo que é gasto frente ao televisor ou na utilização do computador?

 

Que precauções são tomadas para que o acesso à Internet não seja deixado ao livre arbítrio dos jovens, nem em locais pouco vigiados e quais os equipamentos de protecção utilizados?

 

E quanto à selecção dos videojogos?

 

Sendo o sexo e a violência as imagens que mais frequentemente são visionadas por crianças e por jovens desacompanhados, como evitar ou atenuar os efeitos desses conteúdos, nomeadamente quanto à insensibilidade que o uso continuado ocasiona?

 

E como reverter o efeito que a fidelização à TV tem na visão distorcida da realidade? E no grau de transgressão às regras de conduta? E na indução do comportamento violento?

 

Como alterar as mudanças de hábitos que revelam ter sido mudado para a noite o período em que as crianças mais vêm televisão, acompanhando os adultos em programas que não lhes são destinados?

 

 

Que fazer depois de conhecer os resultados do primeiro estudo de longo prazo (os mesmos pacientes sujeitos a observação durante oito anos) recentemente publicado nos "Archives of Pediactrich and Adolescent Medicine" sobre os efeitos que um consumo excessivo de televisão tem nas perturbações do sono?

 

Sabíamos do perigo que resulta para as crianças, até dois anos de idade, quando as deixamos fixar os olhos nas imagens aceleradas do ecrã da televisão, por longos períodos consecutivos? Temos conhecimento de que essa prática é utilizada como um meio expedito para as manter caladas? 

 

Permanecemos impávidos ao saber que os estudos revelam um aumento de obesidade nos jovens como causa directa do tempo excessivo perante o televisor? Portugal ocupa o 2º lugar no ranking dos países europeus cujas crianças apresentam excesso de peso e obesidade.

 

Por que se não respeitam os horários destinados a programação infantil e se projectam nos intervalos, como publicidade, imagens aberrantes?

 

Por que se mantém a sociedade civil tão passiva perante tantas agressões?